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	<title>Sindicato Rural Archives - Revista Tempo Verde</title>
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	<title>Sindicato Rural Archives - Revista Tempo Verde</title>
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		<title>Conforto térmico e bem-estar de equinos no inverno: cuidados essenciais nas estações frias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marceloproprietario]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jun 2026 16:07:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com a chegada do inverno, as baixas temperaturas e as mudanças climáticas exigem atenção redobrada com a saúde e o bem-estar dos equinos. Embora os cavalos possuam mecanismos naturais para suportar o frio, algumas medidas de manejo são fundamentais para garantir conforto térmico, prevenir doenças e manter a qualidade de vida dos animais, especialmente dos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Com a chegada do inverno, as baixas temperaturas e as mudanças climáticas exigem atenção redobrada com a saúde e o bem-estar dos equinos. Embora os cavalos possuam mecanismos naturais para suportar o frio, algumas medidas de manejo são fundamentais para garantir conforto térmico, prevenir doenças e manter a qualidade de vida dos animais, especialmente dos mais vulneráveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abrigos: proteção contra vento e umidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O frio intenso, aliado ao vento e à chuva, pode comprometer significativamente o conforto dos equinos. Por isso, a disponibilidade de abrigos adequados é um dos principais cuidados nesta época do ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os abrigos devem oferecer proteção contra correntes de ar e umidade excessiva, além de permitir boa ventilação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Árvores, galpões abertos e estruturas cobertas podem servir como refúgio, desde que mantenham o piso seco e proporcionem espaço suficiente para todos os animais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A exposição prolongada à chuva e ao vento aumenta a perda de calor corporal e pode favorecer o surgimento de problemas respiratórios e queda na imunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uso de mantas: quando são necessárias?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso de mantas pode ser um aliado importante em determinadas situações, mas não deve ser adotado indiscriminadamente. Cavalos saudáveis, com boa condição corporal e pelagem natural preservada, geralmente conseguem manter a temperatura corporal sem necessidade de proteção adicional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, animais tosados, idosos, debilitados, muito magros ou submetidos a atividades esportivas intensas podem se beneficiar do uso de mantas apropriadas para o clima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante que as mantas estejam sempre limpas, secas e ajustadas corretamente ao corpo do animal, evitando desconfortos, assaduras ou restrição de movimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Água morna estimula a hidratação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um cuidado frequentemente negligenciado durante o inverno é a ingestão de água. Com as temperaturas mais baixas, muitos cavalos tendem a reduzir o consumo hídrico, aumentando o risco de desidratação e problemas digestivos, como cólicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Oferecer água em temperatura amena ou morna pode estimular a ingestão voluntária. Além disso, os bebedouros devem ser verificados diariamente para garantir que a água permaneça limpa e acessível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A hidratação adequada é fundamental para o funcionamento do sistema digestivo e para a manutenção da saúde geral dos equinos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Atenção especial aos equinos idosos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os cavalos idosos merecem cuidados diferenciados durante o inverno. Com o avanço da idade, a capacidade de regular a temperatura corporal pode diminuir, tornando esses animais mais sensíveis às baixas temperaturas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da proteção contra o frio, é importante monitorar a condição corporal, a saúde dentária e a qualidade da alimentação. Dietas balanceadas, acompanhamento veterinário regular e ambientes confortáveis contribuem para preservar a saúde e o bem-estar dos animais mais velhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Bem-estar em todas as estações</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Garantir conforto térmico durante o inverno vai além de proteger os cavalos do frio. Trata-se de oferecer condições adequadas para que expressem seus comportamentos naturais, mantenham boa saúde e enfrentem as mudanças climáticas com segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com manejo adequado, acesso a abrigo, hidratação eficiente e atenção especial aos animais mais vulneráveis, é possível promover o bem-estar dos equinos durante toda a estação fria, assegurando qualidade de vida e melhor desempenho para os animais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tem alguma informação a mais para acrescentar? Comente abaixo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Capim Branco recebe Exposição Especializada do Mangalarga Marchador entre os dias 2 e 4 de julho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marceloproprietario]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 00:36:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cidade de Capim Branco será palco de uma das mais importantes exposições da raça Mangalarga Marchador da região Central de Minas Gerais. Entre os dias 2 e 4 de julho, criadores, expositores e apaixonados pela raça estarão reunidos para a Exposição Especializada Mangalarga Marchador de Capim Branco, evento que acontecerá no tradicional Haras do [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A cidade de Capim Branco será palco de uma das mais importantes exposições da raça Mangalarga Marchador da região Central de Minas Gerais. Entre os dias 2 e 4 de julho, criadores, expositores e apaixonados pela raça estarão reunidos para a Exposição Especializada Mangalarga Marchador de Capim Branco, evento que acontecerá no tradicional Haras do Lay, com organização da Pegasus Eventos – Flávio Andrade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A exposição ganha ainda mais relevância por representar a última oportunidade para que muitos animais obtenham classificação para a Exposição Nacional do Mangalarga Marchador, principal vitrine da raça no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Haras do Lay é reconhecido por possuir uma das maiores e mais modernas pistas cobertas de Minas Gerais. A estrutura oferece conforto para animais, apresentadores, expositores e público, garantindo a realização das provas e julgamentos independentemente das condições climáticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expectativa da organização é reunir exemplares de elevado padrão genético, reforçando a importância da região como um dos polos da criação do Mangalarga Marchador em Minas Gerais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Capim Branco está localizado na região Central de Minas Gerais, cerca de 60 quilômetros de Belo Horizonte e vizinha de Sete Lagoas. A cidade possui forte ligação com o setor agropecuário. Abriga importantes propriedades rurais voltadas para a pecuária, agricultura e criação de equinos, sendo reconhecido pelo ambiente favorável ao desenvolvimento da atividade rural.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/06/260616-Mangalarga-em-Capim-Branco-3-819x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-2994" srcset="https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/06/260616-Mangalarga-em-Capim-Branco-3-819x1024.jpeg 819w, https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/06/260616-Mangalarga-em-Capim-Branco-3-240x300.jpeg 240w, https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/06/260616-Mangalarga-em-Capim-Branco-3-768x960.jpeg 768w, https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/06/260616-Mangalarga-em-Capim-Branco-3.jpeg 1024w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /></figure>
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		<title>Feriado do Dia do Trabalho</title>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2026 00:20:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por Ti Rei (Reinaldo Pessoa) Acordei, agradeci e acreditei que o dia seria fenomenal. Sexta-feira, feriado de 1º de maio, Dia do Trabalho, dia do trabalhador.Tudo começou em Chicago, nos Estados Unidos, em 1886, quando trabalhadores de várias categorias organizaram uma greve histórica para reivindicar a redução da jornada para oito horas por dia.O Dia [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Por <strong>Ti Rei</strong> (Reinaldo Pessoa)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acordei, agradeci e acreditei que o dia seria fenomenal. Sexta-feira, feriado de 1º de maio, Dia do Trabalho, dia do trabalhador.<br>Tudo começou em Chicago, nos Estados Unidos, em 1886, quando trabalhadores de várias categorias organizaram uma greve histórica para reivindicar a redução da jornada para oito horas por dia.<br>O Dia do Trabalho nasce da luta, não do acaso.<br>Conforme o combinado, a turma estava chegando da cidade para participar da cavalgada e abrilhantar as comemorações do Dia do Trabalho.<br>Na véspera, matei um capado, aproveitando a lua. É sabido que, semana que vem, é lua minguante, e, na minguante, o toucinho fica aguado, meio molengo. Mas tinha muita carne; fez um farturão danado de bom.<br>Na hora combinada, com algumas selas recém-reformadas na Selaria Sete, foi aquela serviçama prazerosa de escolher, encabrestar, raspar e selar alguns animais.<br>Amizade não é comprada, é conquistada. É uma laçada que não prende, não aperta. Existiam ali pessoas amigas e abençoadas, ajeitando suas respectivas montarias, entre perguntas e respostas, esforçando-se para fazer o melhor no arreamento da tropa.<br>O dia ia ser ótimo, pois aquele gesto, por mais simples que fosse, seria inesquecível.<br>— Oh, um gato entrou no cômodo das selas! É para inibir a presença de ratos. E não é gato, é gata. Veja: tem três cores.<br>Na letra da música diz que gato de três cores ainda não nasceu. Li em algum lugar que, nos gatos, as cores são determinadas pelo cromossomo X, o feminino.<br>As três cores — preto, alaranjado e branco — num mesmo animal indicam que é fêmea.<br>O capim andropogon já emborrachou e está pendoando com força total. Hora de colocar boca para cortar, hora de fazer o manejo.<br>O capim-braquiária sementou bem; as chuvas caíram na hora certa.<br>Em alguns lugares, o capim-andropogon invadiu as trilhas, com o pendão pesado. Pasto tem que sobrar; se não sobrou, é porque faltou.<br>Seguíamos em frente, com paciência para aceitar o que não posso mudar, coragem para mudar o que posso e sabedoria para compreender e tomar a decisão certa. Não existe vida perfeita, e sim você dando o melhor todos os dias.<br>Seguíamos atentos e felizes. Uai, coisa boa atrai coisa boa. Acreditar que é possível é sempre o primeiro passo para dar certo.<br>E, depois de algumas horas bem dilatadas, aproveitando as belas paisagens, aproximávamo-nos do destino.<br>Cavalgando, admirei inúmeras paisagens, falei com estranhos e lembrei de alguns que vejo sempre.<br>Já saí angustiado, com raiva, e voltei para casa com paz no coração.<br>Dizem que é perigoso. Uai, tem perigo, sim, mas o significado da coragem é avançar mesmo sentindo medo.<br>Cavalgando, sinto o quanto é maravilhoso estar montado. Nem comento mais com quem não gosta de cavalgar; naturalmente, essas pessoas não entendem.<br>A égua tordilha seguia em frente e avante. Quando nasceu, me contaram que havia nascido uma potra preta. Depois, quando ficasse mais velha, ficaria com a pelagem russa, da cor de vaca branca.<br>Com capricho, procurando fazer o melhor, dentro da condição que temos, vou cavalgando. Pedaços de mim vou deixando.</p>
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		<title>DER prepara edital e asfaltamento entre Sete Lagoas e Araçaí avança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marceloproprietario]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 23:36:31 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Estrada Araçaí]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma das obras mais aguardadas da região Central de Minas Gerais está prestes a avançar. O projeto de pavimentação do trecho que liga Sete Lagoas ao município de Araçaí foi concluído e já segue para a fase final de orçamentação, com previsão de publicação do edital de licitação nos próximos 15 dias. O anúncio foi [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Uma das obras mais aguardadas da região Central de Minas Gerais está prestes a avançar. O projeto de pavimentação do trecho que liga Sete Lagoas ao município de Araçaí foi concluído e já segue para a fase final de orçamentação, com previsão de publicação do edital de licitação nos próximos 15 dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O anúncio foi feito pelo diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), Matheus Guimarães, durante reunião realizada na semana passada na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, com a presença do prefeito de Sete Lagoas, Douglas Melo, vereadores e lideranças comunitárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o diretor, os trâmites estão em estágio avançado. “A expectativa é que, dentro de aproximadamente 15 dias, seja publicado o edital de licitação, permitindo o início do processo para execução da obra. O projeto já está concluído e avançamos para a etapa de orçamentação”, destacou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pavimentação do trecho é uma demanda histórica da população, especialmente de comunidades como Silva Xavier e Estiva, que enfrentam há décadas dificuldades de acesso, principalmente em períodos chuvosos. São cerca de 35 km de estrada de terra entre Sete Lagoas e o município de Araçaí.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a reunião, o prefeito Douglas Melo destacou a importância da articulação junto ao Governo de Minas para viabilizar o projeto. “Quero agradecer ao governador Matheus Simões, que desde o início priorizou obras importantes para nossa região. Essa é uma conquista muito aguardada. Com o edital sendo lançado nos próximos dias, damos um passo concreto para a realização do asfaltamento da estrada que liga Sete Lagoas a Araçaí”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também participaram do encontro o presidente da Câmara Municipal, Ivan Luiz, e os vereadores Alber Enfermeiro, Leôncio Lopes e Walisson Lelé, além de representantes das comunidades que serão diretamente beneficiadas pela obra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">(Fonte: setelagoas.mg.gov.br)</p>
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		<title>Mastite: o problema silencioso que afeta a qualidade do leite</title>
		<link>https://tempoverde.agr.br/mastite-o-problema-silencioso-que-afeta-a-qualidade-do-leite/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[marceloproprietario]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 00:56:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo Técnico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A mastite é uma das principais enfermidades que impactam a pecuária leiteira, sendo responsável por prejuízos significativos tanto na produção quanto na qualidade do leite. Muitas vezes silenciosa, especialmente em sua forma subclínica, a doença pode evoluir sem sinais visíveis, comprometendo a saúde do rebanho e reduzindo a rentabilidade da atividade.Caracterizada pela inflamação da glândula [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A mastite é uma das principais enfermidades que impactam a pecuária leiteira, sendo responsável por prejuízos significativos tanto na produção quanto na qualidade do leite. Muitas vezes silenciosa, especialmente em sua forma subclínica, a doença pode evoluir sem sinais visíveis, comprometendo a saúde do rebanho e reduzindo a rentabilidade da atividade.<br>Caracterizada pela inflamação da glândula mamária, a mastite pode ser causada por diferentes tipos de microrganismos, sendo classificada, de forma geral, em mastite clínica e subclínica. A forma clínica é mais fácil de identificar, pois apresenta alterações visíveis no leite, como grumos, pus ou aspecto aquoso, além de inchaço e sensibilidade no úbere. Já a mastite subclínica não apresenta sinais aparentes, sendo detectada principalmente por meio de exames como a Contagem de Células Somáticas (CCS).<br>Mesmo sem sintomas visíveis, a mastite subclínica é responsável por grandes perdas. Ela reduz a produção de leite, altera sua composição — afetando teores de gordura, proteína e lactose — e compromete a qualidade da matéria-prima. Além disso, índices elevados de CCS podem resultar em penalizações ao produtor.<br>O controle da mastite começa com boas práticas de manejo, especialmente durante a ordenha. A higiene dos tetos é fundamental para evitar a entrada de microrganismos. A realização correta do pré-dipping, com tempo adequado de ação do produto, seguida da secagem com papel descartável, contribui significativamente para a redução da contaminação. O pós-dipping, por sua vez, é essencial para proteger o canal do teto após a ordenha, quando ele permanece mais vulnerável.<br>Locais úmidos, com presença de lama e acúmulo de matéria orgânica, favorecem a proliferação de bactérias causadoras de mastite ambiental. Manter camas, piquetes e áreas de descanso limpos e secos é uma medida simples, mas altamente eficaz na prevenção da doença.<br>A manutenção adequada dos equipamentos de ordenha também merece atenção. Teteiras desgastadas, falhas no vácuo ou pulsação irregular podem causar lesões nos tetos, facilitando a entrada de agentes infecciosos. Revisões periódicas garantem o bom funcionamento do sistema e contribuem para a saúde do úbere.<br>O monitoramento do rebanho é uma ferramenta indispensável. A realização de testes como o CMT permite identificar precocemente vacas com mastite subclínica, possibilitando intervenções rápidas. O acompanhamento dos resultados de CCS deve ser constante, auxiliando na tomada de decisões e no controle da doença dentro da propriedade.<br>È fundamental adotar medidas de manejo adequadas para vacas no período seco. A secagem bem conduzida reduz o risco de novas infecções e prepara o animal para a próxima lactação com melhores condições sanitárias.<br>Com disciplina na rotina, cuidados com o ambiente e acompanhamento técnico, é possível reduzir significativamente sua incidência, melhorar a qualidade do leite e aumentar a rentabilidade da atividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dicas práticas para o controle da mastite</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">. Realize corretamente o pré-dipping e o pós-dipping em todas as ordenhas<br>. Seque bem os tetos com papel descartável<br>. Mantenha camas e áreas de descanso sempre limpas e secas<br>. Faça manutenção periódica da ordenhadeira<br>. Utilize o CMT para identificar mastite subclínica<br>. Separe e trate rapidamente vacas com mastite clínica<br>. Acompanhe os índices de CCS do rebanho.<br>. Planeje corretamente a secagem das vacas.<br>.</p>
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		<title>Cooperando de 15 de abril disponível na Coopersete</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marceloproprietario]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 23:42:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Coopersete]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Cooperando]]></category>
		<category><![CDATA[Sete Lagoas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A COOPERANDO de 15 de abril está disponível gratuitamente na sede da Coopersete, casas agropecuárias e principais bancas de revista da cidade. A edição apresenta como matéria de capa a assembleia geral, que aprovou o balanço de 2025 e elegeu o Conselho Fiscal para o período 2026/2027. Também informações técnicas sobre controle de pragas na [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A COOPERANDO de 15 de abril está disponível gratuitamente na sede da Coopersete, casas agropecuárias e principais bancas de revista da cidade. A edição apresenta como matéria de capa a assembleia geral, que aprovou o balanço de 2025 e elegeu o Conselho Fiscal para o período 2026/2027. Também informações técnicas sobre controle de pragas na horticultura e qualidade do leite, além da relação dos melhores e maiores fornecedores da entidade e classificados de produtos.</p>



<div data-wp-interactive="core/file" class="wp-block-file"><object data-wp-bind--hidden="!state.hasPdfPreview" hidden class="wp-block-file__embed" data="https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/04/COOPERANDO_676_ABR_2026.pdf" type="application/pdf" style="width:100%;height:600px" aria-label="Incorporado de COOPERANDO ABRIL 2026."></object><a id="wp-block-file--media-371642a9-1cf1-49a7-8cb2-91ef5606bbc4" href="https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/04/COOPERANDO_676_ABR_2026.pdf">COOPERANDO ABRIL 2026</a><a href="https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/04/COOPERANDO_676_ABR_2026.pdf" class="wp-block-file__button wp-element-button" download aria-describedby="wp-block-file--media-371642a9-1cf1-49a7-8cb2-91ef5606bbc4">Baixar</a></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Controle de Tripes na Horticultura</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Métodos alternativos de controle de tripes, incluindo controle biológico, práticas culturais e uso de extratos botânicos, estão sendo estudados para reduzir o uso de defensivos químicos.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Tripes causam danos por prateamento, deformações e transmissão de viroses em hortaliças.</li>



<li>Controle químico é eficiente, mas aumenta custos e favorece resistência.</li>



<li>Inimigos naturais, como ácaros e insetos predadores, são utilizados como bioinsumos.</li>



<li>Condições ambientais, como temperatura e umidade, influenciam a sucesso do controle biológico.</li>



<li>Outras estratégias incluem telas anti-inseto, manejo de adubação, eliminação de plantas hospedeiras e monitoramento constante.</li>



<li>Estudos na EPAMIG Centro-Oeste focam no controle de Caliothrips phaseoli em feijão.</li>



<li>Contato para mais informações: italo.marcossi@epamig.br.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mastite e Qualidade do Leite</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A mastite, silenciosa e de impacto significativo, prejudica a produção e a qualidade do leite, exigindo manejo adequado e monitoramento constante.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Pode ser clínica ou subclínica; a subclínica é mais comum e difícil de detectar.</li>



<li>Reduz a quantidade e altera a composição do leite, afetando gordura, proteína e lactose.</li>



<li>Índices elevados de CCS podem gerar penalizações ao produtor.</li>



<li>Boas práticas de higiene na ordenha, como pré e pós-dipping, são essenciais.</li>



<li>Manutenção de ambientes limpos e secos evita proliferação de bactérias.</li>



<li>Equipamentos de ordenha devem estar em bom estado e revisados periodicamente.</li>



<li>Testes como o CMT ajudam na detecção precoce da mastite subclínica.</li>



<li>Cuidados na secagem das vacas no período seco previnem novas infecções.</li>



<li>A disciplina no manejo melhora a qualidade do leite e aumenta a rentabilidade.</li>
</ul>
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		<title>Encontro para o Desenvolvimento da Cafeicultura Regional na UFSJ, em 15 de maio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marceloproprietario]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 01:56:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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		<category><![CDATA[café]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) promove, dia 15 de MAIO, o 2º Encontro para o Desenvolvimento da Cafeicultura na Região Central Mineira. O evento tem como principal objetivo difundir conhecimentos técnicos, científicos e tecnológicos, promovendo a troca de experiências entre produtores, pesquisadores, técnicos e estudantes. A proposta vai além da simples transmissão [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) promove, dia 15 de MAIO, o 2º Encontro para o Desenvolvimento da Cafeicultura na Região Central Mineira. O evento tem como principal objetivo difundir conhecimentos técnicos, científicos e tecnológicos, promovendo a troca de experiências entre produtores, pesquisadores, técnicos e estudantes. A proposta vai além da simples transmissão de conteúdo: busca incentivar a diversificação produtiva, ampliar a adoção de tecnologias no campo e fortalecer a integração entre ensino, pesquisa e extensão.</p>





<p class="wp-block-paragraph"><strong>Café: força econômica e nova fronteira regional</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Minas Gerais segue como o maior produtor de café do Brasil, sendo referência mundial na produção e qualidade do grão. Dentro desse cenário, a região Central Mineira começa a se destacar como uma nova área promissora, mesmo diante de desafios relacionados às condições edafoclimáticas — especialmente solo e clima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Avanços recentes têm mostrado que, com manejo adequado, escolha correta de cultivares e uso de tecnologias modernas, é possível viabilizar a produção de café em áreas antes consideradas pouco aptas. Esse movimento abre novas oportunidades para produtores locais, que passam a enxergar na cafeicultura uma alternativa estratégica de renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o cenário internacional favorece esse avanço. O mercado global de café tem apresentado valorização consistente, o que estimula agricultores a investir na cultura e diversificar suas atividades produtivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Programação prática e foco no produtor</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O encontro será realizado em um único dia, 15 de MAIO, com programação distribuída entre manhã e tarde. As atividades incluem credenciamento, abertura oficial, palestra técnica e uma série de estações práticas organizadas em estandes temáticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses estandes abordarão temas essenciais para o sucesso da cafeicultura na região, como: Adaptação de cultivares, Manejo fitossanitário, Fertilidade do solo, Tecnologias de pós-colheita, Irrigação e Crédito Rural.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="819" height="1024" src="https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/04/260417-Cafe-03-819x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-2899" srcset="https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/04/260417-Cafe-03-819x1024.jpeg 819w, https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/04/260417-Cafe-03-240x300.jpeg 240w, https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/04/260417-Cafe-03-768x960.jpeg 768w, https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/04/260417-Cafe-03.jpeg 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /></figure>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="819" height="1024" data-id="2900" src="https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/04/260417-Cafe-01-819x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-2900" srcset="https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/04/260417-Cafe-01-819x1024.jpeg 819w, https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/04/260417-Cafe-01-240x300.jpeg 240w, https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/04/260417-Cafe-01-768x960.jpeg 768w, https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/04/260417-Cafe-01.jpeg 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" data-id="2901" src="https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/04/260417-Cafe-02-819x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-2901" srcset="https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/04/260417-Cafe-02-819x1024.jpeg 819w, https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/04/260417-Cafe-02-240x300.jpeg 240w, https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/04/260417-Cafe-02-768x960.jpeg 768w, https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/04/260417-Cafe-02.jpeg 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">A dinâmica será baseada na rotação de grupos, com duração média de 20 minutos por estação, permitindo contato direto com especialistas e troca de experiências de forma prática e objetiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diferente de eventos acadêmicos tradicionais, não haverá submissão de trabalhos científicos nem cobrança de taxa de inscrição. A prioridade é a difusão de tecnologias, o compartilhamento de experiências de campo e o diálogo técnico entre os participantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Parcerias que fortalecem o setor</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento conta com o apoio do Departamento de Ciências Agrárias e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Agrárias da UFSJ, além de importantes instituições públicas e privadas ligadas ao agronegócio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os parceiros estão Embrapa Milho e Sorgo, Emater-MG, Epamig, Senar, Sicredi, Syngenta, além de empresas locais e o apoio da Prefeitura de Sete Lagoas. Essa rede reforça a importância do encontro como espaço estratégico para o desenvolvimento regional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um passo importante para o futuro da cafeicultura</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que um evento técnico, o 2º Encontro para o Desenvolvimento da Cafeicultura representa um movimento de transformação. Ao promover conhecimento, inovação e integração entre diferentes agentes do setor, a iniciativa contribui diretamente para consolidar a cafeicultura na Região Central Mineira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para produtores, estudantes e profissionais do agro, trata-se de uma oportunidade única de aprendizado e conexão — um passo importante rumo a uma cafeicultura mais forte, sustentável e adaptada às novas realidades do campo.</p>
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		<title>Caboclo d’água</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marceloproprietario]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 22:43:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[gado de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Márcio Vicente Em minhas idas a Pirapama uma visita que jamais deixei de fazer, mesmo se o tempo fosse curto, era ao Zezito, amigo de meu pai. Ele fora ajudante de caminhão de nosso tio Arquimínio, “valendo por dois” pela força física e disposição para o trabalho. Dizem que era valentão e que, certa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Por <strong>Márcio Vicente</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em minhas idas a Pirapama uma visita que jamais deixei de fazer, mesmo se o tempo fosse curto, era ao Zezito, amigo de meu pai. Ele fora ajudante de caminhão de nosso tio Arquimínio, “valendo por dois” pela força física e disposição para o trabalho. Dizem que era valentão e que, certa vez em Belo Horizonte, enfrentara dois guardas-civis, pondo-os para correr. Fez apenas o curso primário, era polido no trato com as pessoas e possuía inteligência privilegiada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando meu nosso foi prefeito e, numa parceria da Prefeitura com a Paróquia de Sant’Ana a cidade ganhou seu primeiro sistema de iluminação elétrica, o Zezito foi contratado para “tomar conta” do equipamento. Para girar a pesadíssima manivela e fazer o grande motor a diesel “pegar”, só mesmo alguém com força física como a dele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tendo como instrutor o empresário e mecânico Cleto Verdolin, de Sete Lagoas, Zezito não só aprendeu a pôr a máquina para funcionar como, também, assimilou conhecimentos para reparar seus pequenos defeitos. O sistema elétrico funcionou assim por muitos anos, até que, ainda no governo de nosso papai, a Prefeitura contratou com a Companha Cedro Cachoeira o fornecimento de 100 kilowats de energia, produzida em sua usina da Serra do Cipó e que chegava a Pirapama através de uma rede de alta tensão que tinha início em Jequitibá.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Zezito ampliou seus conhecimentos e aprendeu o ofício de eletricista. Aliás, numa de minhas visitas, mostrou-me um livrinho de capa dura – “Manual do Eletricista” – chamando a atenção para a inscrição da contracapa. Lá estava: “Impresso na França”. Diante de minha curiosidade sobre a data da publicação (1949), explicou: “Foi presente de seu pai, e guardo como lembrança. Devo a ele muitas obrigações”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Numa de minhas visitas e depois de colher informações sobre a história de Pirapama, que ele conhece como ninguém, perguntei sobre aquela “arenga antiga” de o Antônio Cabeçudo ser filho de caboclo d’água&#8230; Meu interesse tinha razão de ser: Cabeçudo, exímio furador de cisternas, era meu companheiro de pescarias no Rio das Velhas. Garoto ainda, papai só me permitia essa “aventura” com ele: excelente nadador e canoeiro conhecia, como ninguém, as traiçoeiras do rio, e tinha uma exagerada sorte para a pescaria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sou testemunha de que enfiava a cabeça n’água, dizia estar “assuntando” os peixes para escolher o anzol adequado e a melhor isca. Mostrava-se infalível em sua investigação. Cabeçudo era também compadre de papai, e acredito que, já bem velho e fraquejando, tenha sido contratado para fazer pequenos serviços em nossa casa. Lembro-me, ainda, de que gostava de uma boa cachaça e, quando exagerava nas doses, fazia-se de valentão e provocava briga. Desafiava colegas de bebedeira dizendo ser “mais macho” do que qualquer um deles. A cena se repetia: abria a braguilha e exibia os colhões, onde quem quisesse poderia conferir: havia três “bagos”&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Zezito, ante a pergunta sobre a origem misteriosa do Cabeçudo, que todos em Pirapama “sabiam” ser mesmo filho de caboclo d’água, mostra-se surpreso: “Então ocê não conhece a história?”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O avô de Zezito era canoeiro e ganhava a vida negociando com os moradores das margens do Rio das Velhas: enchia sua grande canoa com ferramentas, armarinhos, sapatos, chapéus, armas e munição (e “mil” outros produtos) que adquiria a crédito no comércio do arraial e os vendia rio abaixo. Viagem de quatro dias descendo (segunda a quinta), ajudado pela correnteza, e de dois dias subindo (sexta e sábado), navegando devagar, à força do remo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sempre dormia na embarcação, e tinha os pontos certos onde poitar para passar a noite. Um desses locais era a barra de um córrego, nas proximidades da Fazenda da Taboquinha, próspera e afamada propriedade da Família Monteiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Certo fim de tarde e já se preparando para o pernoite, o barqueiro sente a canoa adernar; e nem demorou a descobrir a causa: duas grandes mãos, peludas, seguravam nas bodas da embarcação. Num átimo, pega o facão e dá um golpe. Vê quatro dedos caírem a seus pés, no fundo da embarcação, e ouve o grito lancinante de um vulto que mergulha no caudal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Imediatamente, a água se turva de vermelho e o barqueiro não sufoca um grito: “Meu Deus. É caboclo d’água”. Recolhe a poita e, com remadas vigorosas, desce o rio até pouso mais seguro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na fazenda, a mulher do proprietário reclama com o capataz que “tem gente roubando milho na horta”. De fato, ela cultivava pequena quantidade do cereal nos fundos da casa grande, junto com as hortaliças, para ter à mão, com rapidez e facilidade, algumas espigas verdes para fazer mingau ou assar – iguarias que todos muito apreciavam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O empregado logo se prontifica a dar uma incerta no local e pegar o ladrão. E fez isso já no dia seguinte. Com o auxílio de alguns vaqueiros, tão espertos quanto curiosos, o cerco foi montado. Já de madrugadinha, eles escutam barulho de pés de milho sendo quebrados e correm para o local. Logo identificam um vulto e partem para aprisioná-lo com o auxílio de laços e arreatas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há luta, gritos e imprecações, mas o ladrão acaba dominado e levado para o paiol da fazenda. Lá, a surpresa: era um homem nu, peludo, baixinho e muito feio, que “rosnava” e babava, atacando quem se atrevesse a se aproximar. E havia nele algo de curioso: faltavam quatro dedos na mão esquerda. Sinhá foi avisada e, com grande acompanhamento de serviçais, foi ao paiol. Não precisou se aproximar muito para identificar o intruso: “É caboclo d’água! E agora, meu Deus?”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nem Zezito sabia como aquele “elementar” foi tratado, acostumou-se com a vida na fazenda, aprendeu uma linguagem rudimentar, com a qual se fazia entender e já prestava alguns pequenos serviços, como buscar lenha e varrer o terreiro&#8230; Tal processo de “aculturação” foi lento e de pouca utilidade. Caboclo – era assim que o chamavam – dormia numa cama improvisada no paiol, não adquiriu hábitos civilizado para comer e nem nutria algum tipo de afeição por alguém.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante certo tempo, foi alvo da curiosidade dos que visitavam a antiga, grande e famosa propriedade rural. Depois, nada mais parecia perturbar a rotina dos Monteiros, exceto o dia em que uma empregada chamou a atenção da patroa para uma “novidade”: Ritinha – uma boba adotada, de mais ou menos vinte anos e que vivia na fazenda (aliás, no sertão, toda fazenda abrigava um bobo&#8230;) – apareceu de barriga “inchada”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico saltou à vista: estava grávida&#8230; do Caboclo. Dessa união natural, ditada pelo extinto, nasceu Cabeçudo&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De volta a Sete Lagoas, silencioso e mergulhado em pensamentos que me levavam à velha terra e aos meus tempos de criança, tento lembrar-me como era o amigo. Baixinho, pernas e braços curtos e peludos, cabeça grande e desproporcional com o tronco, cabeça “simiesca” (só agora, recompondo seu retrato, posso notar os detalhes), de fato, nada no Cabeçudo se parecia com “gente”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vendo-me como em estado de enlevo e perplexidade, Vera pergunta: “Você acreditou nessa história?” Meu Deus! Como duvidar? Convivi com ele&#8230;</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/02/260224-Caboclo-Dagua-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-2862" style="width:800px;height:auto" srcset="https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/02/260224-Caboclo-Dagua-768x1024.jpg 768w, https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/02/260224-Caboclo-Dagua-225x300.jpg 225w, https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/02/260224-Caboclo-Dagua-1152x1536.jpg 1152w, https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/02/260224-Caboclo-Dagua.jpg 1200w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Na mitologia Tupi-Guarani, o caboclo-d&#8217;água, também chamado negro-d&#8217;água e bicho-d&#8217;água, é um dos mitos aquáticos mais populares na região do vale do rio São Francisco.<br><br>Ninguém sabe de onde surgiu. Vive nas barrancas e alagadiços. Segundo as descrições mais comuns, é baixo, troncudo, musculoso, muito forte, tem a pele negra. Apesar de seu tipo físico, movimenta-se de forma muito rápida e ágil.<br><br>Às vezes sai do rio e caminha pela terra, geralmente para praticar alguma vingança ou fazer algum favor, mas nunca se afasta muito das margens. Para muitos, é um só e possui poderes para estar em vários lugares ao mesmo tempo.<br><br>Dizem que possui o temperamento enfezado e não nutre grandes simpatias para com os pescadores e remeiros. Agarra o fundo das canoas e barcos, balançando-os até os virar ou encalhando-os. Seu corpo é à prova de balas. Para evitar encontrá-lo, deve-se fincar uma faca no fundo da embarcação. Porém, se for bem tratado, o caboclo torna-se benfazejo, ajudando nas pescarias e evitando enchentes. Para agradá-lo, basta oferecer-lhe fumo.</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Fevereiro no campo: cuidados essenciais para manter a qualidade do leite no verão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marceloproprietario]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Feb 2026 17:26:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo Técnico]]></category>
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		<category><![CDATA[gado de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mês de fevereiro impõe desafios importantes à produção leiteira. Calor intenso, alta umidade e chuvas frequentes criam um ambiente favorável à queda da qualidade do leite, exigindo atenção redobrada do produtor em todas as etapas do processo produtivo. Nesse período, manter bons índices de qualidade não depende apenas de genética ou alimentação, mas, principalmente, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O mês de fevereiro impõe desafios importantes à produção leiteira. Calor intenso, alta umidade e chuvas frequentes criam um ambiente favorável à queda da qualidade do leite, exigindo atenção redobrada do produtor em todas as etapas do processo produtivo. Nesse período, manter bons índices de qualidade não depende apenas de genética ou alimentação, mas, principalmente, de manejo, higiene e rapidez no resfriamento do leite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estresse térmico é um dos principais fatores que afetam a qualidade da matéria-prima durante o verão. Vacas submetidas a temperaturas elevadas reduzem o consumo de matéria seca, o que impacta diretamente a produção e a composição do leite, com queda nos teores de gordura e proteína. Além disso, o estresse térmico compromete o sistema imunológico dos animais, aumentando a susceptibilidade a mastites, especialmente as de origem ambiental, comuns nessa época do ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conforto animal deve ser encarado como uma ferramenta direta de melhoria da qualidade do leite. Sombras naturais ou artificiais, ventilação adequada, acesso irrestrito à água limpa e fresca e manejo que evite longos períodos de espera antes da ordenha ajudam a minimizar os efeitos do calor. Pequenas melhorias no ambiente refletem em maior bem-estar, menor incidência de doenças e leite de melhor qualidade no tanque.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto crítico em fevereiro é a higiene na ordenha. O excesso de lama nos piquetes, corredores e áreas de espera favorece a contaminação dos tetos, elevando os riscos de aumento da Contagem Bacteriana Total. A rotina de ordenha precisa ser rigorosamente seguida, com atenção especial ao pré-dipping, tempo de ação do produto, secagem correta dos tetos com papel descartável e descarte dos primeiros jatos. O pós-dipping continua sendo indispensável para a proteção do teto após a ordenha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resfriamento rápido do leite é um dos fatores mais determinantes para a preservação da qualidade no verão. O leite deve atingir a temperatura de quatro graus no menor tempo possível após a ordenha. Em fevereiro, problemas como quedas de energia, sobrecarga dos tanques e falhas de manutenção tornam-se mais frequentes. Por isso, é fundamental realizar revisões periódicas nos equipamentos e garantir a correta limpeza do tanque.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mastite merece atenção especial nessa época do ano. As mastites ambientais tendem a aumentar devido à umidade e à maior presença de microrganismos no ambiente. Manter camas secas, melhorar a drenagem das áreas de descanso e monitorar regularmente a Contagem de Células Somáticas são práticas essenciais. O acompanhamento da CCS deve ser visto como ferramenta de gestão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dicas simples de manejo para o produtor no mês de fevereiro</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Evite deixar as vacas esperando na sala de ordenha por longos períodos, especialmente sob sol ou calor excessivo.</li>



<li>Garanta água limpa, fresca e em quantidade suficiente nos piquetes e próximo à ordenha.</li>



<li>Mantenha corredores, áreas de espera e entradas da ordenha livres de lama sempre que possível.</li>



<li>Revise o funcionamento do tanque de resfriamento e do termostato ao menos uma vez por semana.</li>



<li>Nunca misture leite quente com leite já resfriado por longos períodos.</li>



<li>Troque regularmente as soluções de pré-dipping e pós-dipping.</li>



<li>Observe diariamente os tetos e descarte imediatamente vacas com sinais de mastite clínica.</li>



<li>Limpe bem o tanque e os equipamentos após cada coleta.</li>



<li>Utilize os resultados de CCS e CBT como ferramenta de correção, não apenas de controle.</li>
</ul>
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		<title>Tilápia: problema ou parte da solução ambiental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marceloproprietario]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jan 2026 23:42:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo Técnico]]></category>
		<category><![CDATA[NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Coopersete]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Guimarães]]></category>
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		<category><![CDATA[Tilápia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A recente inclusão da tilápia em uma lista preliminar de espécies exóticas com potencial invasor reacendeu um debate antigo na piscicultura brasileira. A suspensão temporária dessa lista, anunciada para permitir novas consultas aos setores produtivos, evidencia a necessidade de cautela, diálogo e análise técnica em um tema que envolve produção de alimentos e conservação ambiental. [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A recente inclusão da tilápia em uma lista preliminar de espécies exóticas com potencial invasor reacendeu um debate antigo na piscicultura brasileira. A suspensão temporária dessa lista, anunciada para permitir novas consultas aos setores produtivos, evidencia a necessidade de cautela, diálogo e análise técnica em um tema que envolve produção de alimentos e conservação ambiental.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/01/260126-Tilapia-02-768x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-2830" srcset="https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/01/260126-Tilapia-02-768x1024.jpeg 768w, https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/01/260126-Tilapia-02-225x300.jpeg 225w, https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/01/260126-Tilapia-02-1152x1536.jpeg 1152w, https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/01/260126-Tilapia-02.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>A produção responsável de peixe cultivado pode contribuir para reduzir a pressão da pesca sobre os estoques naturais</em></strong></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Conceitualmente, a tilápia é classificada como exótica por não ser nativa do Brasil, tendo origem no continente africano, na bacia do rio Nilo. Essa condição, entretanto, não significa, por si só, que a espécie provoque desequilíbrios ambientais, o que justifica avaliações técnicas caso a caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo federal tem destacado que a iniciativa busca aprimorar medidas de controle e boas práticas produtivas, e não impor proibições ou inviabilizar cadeias consolidadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tilapicultura brasileira opera sob mecanismos formais de licenciamento, monitoramento e controle ambiental e apresenta avanços tecnológicos. Investimentos em melhoramento genético ampliaram a eficiência produtiva, enquanto o controle reprodutivo e as práticas de manejo fazem com que a maior parte dos cultivos utilize peixes masculinizados, reduzindo os riscos de reprodução no ambiente natural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, a preocupação com eventuais escapes deve ser compreendida como estímulo ao aprimoramento das técnicas de produção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a pressão exercida pela pesca extrativa sobre a biodiversidade aquática seja amplamente reconhecida, o papel do cultivo de peixes como alternativa organizada à captura recebe menos atenção. Em bacias como a do rio São Francisco, estoques de espécies nativas vêm sendo reduzidos ao longo das últimas décadas em razão da sobrepesca associada a alterações ambientais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, o aumento do consumo de peixe cultivado, como a tilápia, contribui para reduzir a demanda por pescado oriundo da pesca extrativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Experiências internacionais reforçam essa lógica. Em escala global, a produção de salmão é hoje majoritariamente sustentada pela aquicultura, responsável por grande parte do abastecimento mundial, enquanto a captura de estoques selvagens permanece estável ou em declínio. Esse modelo demonstra que a produção organizada pode atender à demanda por pescado sem ampliar a pressão sobre populações naturais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As características produtivas da tilápia — qualidade nutricional, oferta regular, facilidade de acesso e preço competitivo — explicam sua ampla aceitação no mercado brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao oferecer uma alternativa contínua à pesca, o cultivo responsável de tilápias contribui para aliviar a pressão sobre espécies nativas e ambientes aquáticos sensíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Proteger a biodiversidade brasileira é fundamental, mas esse objetivo precisa caminhar de forma integrada à produção sustentável de alimentos. Nesse sentido, a tilapicultura, quando bem regulada e tecnicamente conduzida, pode atuar como aliada na conciliação entre segurança alimentar, desenvolvimento regional e preservação dos recursos naturais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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