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	<title>Artigo Técnico Archives - Revista Tempo Verde</title>
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	<title>Artigo Técnico Archives - Revista Tempo Verde</title>
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		<title>Azedinha: sabor, saúdee segurança alimentar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marceloproprietario]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 14:11:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por Antonio Henrique de Souza, Bolsista FAPEMIG; e Marinalva Woods Pedrosa, Pesquisadora da EPAMIG Centro-Oeste &#8211; Prudente de Morais, MG Atualmente, a escolha do consumidor está cada vez mais orientada para alimentos de alta qualidade que priorizam suas propriedades nutricionais. As hortaliças desempenham um importante papel na dieta humana e ocupam um lugar de destaque [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Por <strong>Antonio Henrique de Souza</strong>, Bolsista FAPEMIG; e <strong>Marinalva Woods Pedrosa</strong>, Pesquisadora da EPAMIG Centro-Oeste &#8211; Prudente de Morais, MG</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, a escolha do consumidor está cada vez mais orientada para alimentos de alta qualidade que priorizam suas propriedades nutricionais. As hortaliças desempenham um importante papel na dieta humana e ocupam um lugar de destaque entre as culturas alimentares, normalmente designadas como “alimentos protetores”, pois fornecem quantidades adequadas de vitaminas e minerais, além de serem fontes de antioxidantes naturais, como polifenóis, carotenoides e vitaminas C e E. Globalmente, a diversidade de culturas e o valor nutricional das hortaliças são essenciais para melhorar a soberania, segurança alimentar e nutricional (SSAN). A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a ingestão diária mínima de 400 gramas de frutas e vegetais para adultos (excluindo batatas e outros alimentos ricos em amido) para a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, além de auxiliar a prevenção de várias deficiências nutricionais. Essa quantidade deve ser distribuída em cinco porções ao longo do dia, sendo essencial que pelo menos uma delas inclua vegetais de folhas verdes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Nesse contexto, as plantas alimentícias não convencionais (PANC) emergem como alternativas promissoras, pois aliam elevado valor nutricional à grande diversidade de usos culinários. Essas plantas são ingredientes importantes na culinária de diferentes regiões brasileiras e apresentam potencial para se tornarem elementos-chave no combate à insegurança alimentar. No Brasil, há uma grande diversidade de espécies vegetais consideradas PANC, sendo tradicionalmente consumidas frescas ou usadas para fazer sucos, ensopados, saladas, doces, geleias, sorvetes, refogados e bolos. Dentre as hortaliças folhosas azedinha, almeirão-de-árvore, beldroega, capuchinha, ora-pro-nóbis, peixinho e taioba são algumas das PANC que vêm ganhando destaque.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">A azedinha pertence ao gênero Rumex composto por cerca de 200 espécies e algumas dessas espécies podem ser consideradas ervas daninhas, enquanto outras são incorporadas em dietas, usadas como forragem, plantas melíferas e/ou medicinais. No Brasil, a azedinha (Rumex acetosa L.) raramente floresce devido às condições climáticas. Em razão disso a propagação é realizada de forma vegetativa pela divisão de touceiras. É uma planta herbácea perene, de fácil propagação e cultivo, além de alta resistência a pragas, doenças e às condições ambientais adversas. As folhas da azedinha são ricas em compostos fenólicos, com efeitos antioxidantes, bem como cardioprotetores, promotores do sistema imunológico, antibacterianos, anticancerígenos e anti-inflamatórios. O consumo das folhas se dá principalmente em saladas e sucos, podendo também compor pratos assados e ensopados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Dessa forma, a azedinha se apresenta como hortaliça de grande potencial para integrar a alimentação dos brasileiros. Valorizar seu cultivo e consumo significa incentivar a agrobiodiversidade, fortalecer a agricultura familiar e ampliar o acesso da população a alimentos mais saudáveis e diversificados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Mais informações: (31) 2120-0159 ou epamigcentrooeste@epamig.br</strong></em></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Matéria técnica extraída da Revista <a href="https://www.cooperando.agr.br" data-type="link" data-id="www.cooperando.agr.br"><strong>COOPERANDO</strong></a>, edição 679, de 15 de julho de 2026</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Antes da primavera, o que fazer para garantir a produtividade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marceloproprietario]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 13:38:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo Técnico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Julho e agosto são meses estratégicos para a pecuária leiteira, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. O período seco exige maior atenção do produtor. A redução das chuvas diminui a disponibilidade e a qualidade das pastagens, impactando diretamente a produção de leite, a reprodução do rebanho e os custos da atividade. Ao mesmo tempo, esse [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Julho e agosto são meses estratégicos para a pecuária leiteira, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. O período seco exige maior atenção do produtor. A redução das chuvas diminui a disponibilidade e a qualidade das pastagens, impactando diretamente a produção de leite, a reprodução do rebanho e os custos da atividade. Ao mesmo tempo, esse é o momento ideal para preparar a propriedade para a chegada da primavera, quando as pastagens voltam a crescer.<br>O primeiro ponto de atenção é a alimentação do rebanho. Nesta época do ano, o capim apresenta menor crescimento e perde valor nutritivo. É fundamental utilizar os alimentos conservados produzidos anteriormente, como silagem de milho, silagem de sorgo, feno e cana-de-açúcar com suplementação adequada. A oferta de concentrado deve ser ajustada conforme a produção de leite de cada lote, evitando desperdícios e mantendo a eficiência.<br>Outro cuidado importante é o monitoramento da condição corporal das vacas. Animais que perdem peso durante a seca apresentam menor fertilidade, produzem menos leite e ficam mais suscetíveis a doenças.<br>A disponibilidade de água limpa e fresca é prioridade, mesmo durante o inverno. Uma vaca leiteira pode consumir entre 70 e 120 litros de água por dia. Bebedouros devem ser limpos frequentemente e mantidos em perfeitas condições de funcionamento.<br>Julho e agosto também são excelentes meses para realizar o planejamento forrageiro da próxima safra. O produtor deve avaliar o estoque de silagem, calcular a necessidade de alimento para os meses seguintes e definir a área destinada ao plantio de milho ou sorgo para ensilagem. Quem pretende reformar pastagens deve aproveitar este período para fazer análise de solo, adquirir sementes e programar a aplicação de calcário e fertilizantes antes do início das chuvas.<br>A análise química é uma ferramenta indispensável. Com base nos resultados, é possível corrigir a acidez e planejar uma adubação mais eficiente, reduzindo custos e aumentando a produtividade das pastagens.<br>Na área sanitária, o inverno favorece algumas enfermidades respiratórias, principalmente em bezerras mantidas em ambientes fechados e com pouca ventilação. A limpeza das instalações, o fornecimento de cama seca e o manejo adequado ajudam a reduzir esses problemas.<br>O controle de mastite merece atenção permanente. A higiene durante a ordenha, a manutenção dos equipamentos, a desinfecção dos tetos antes e após a ordenha e a realização do teste da caneca de fundo preto continuam sendo práticas essenciais para reduzir perdas de produção e melhorar a qualidade do leite.<br>Julho e agosto também são períodos indicados para revisar ordenhadeiras mecânicas, tanques de resfriamento, tratores, vagões forrageiros e demais equipamentos da propriedade. Na reprodução, é importante revisar os índices zootécnicos do rebanho. Um bom planejamento reprodutivo garante maior número de partos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>10 ações que fazem diferença na rentabilidade da fazenda leiteira</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Faça um inventário dos alimentos<br>Calcule quanto resta de silagem, feno, pré-secado e concentrados. O objetivo é garantir alimentação de qualidade até o retorno das chuvas, evitando mudanças bruscas na dieta.</li>



<li>Avalie o escore corporal das vacas<br>Vacas muito magras apresentam menor produção de leite e redução na taxa de prenhez. O escore corporal deve ser acompanhado periodicamente, principalmente nas vacas em lactação e no pré-parto.</li>



<li>Não economize na água<br>Mesmo no inverno, uma vaca de alta produção pode consumir mais de 100 litros de água por dia. Bebedouros limpos e com água fresca refletem diretamente na produção de leite.</li>



<li>Prepare as pastagens para a primavera<br>Realize análise de solo, programe a calagem, adquira fertilizantes e sementes e organize o cronograma de recuperação das áreas de pastejo antes do início das chuvas.</li>



<li>Revise a ordenhadeira<br>Troque mangueiras desgastadas, confira teteiras, pulsadores, sistema de vácuo e faça manutenção preventiva. Equipamentos regulados reduzem casos de mastite e melhoram a qualidade do leite.</li>



<li>Atenção às bezerras<br>Proteja os animais do frio, mantenha camas sempre secas e ofereça alimentação adequada para evitar queda no desempenho e doenças respiratórias.</li>



<li>Atualize o calendário sanitário<br>Revise vacinas, controle de verminoses, ectoparasitas e demais procedimentos recomendados pelo médico-veterinário responsável pela propriedade.</li>



<li>Analise os números da fazenda<br>Acompanhe indicadores como produção por vaca, custo por litro de leite, taxa de prenhez, intervalo entre partos e Contagem de Células Somáticas (CCS). Gestão eficiente começa com informação.</li>



<li>Capacite a equipe<br>Treinamentos em boas práticas de ordenha, bem-estar animal, manejo de pastagens e segurança no trabalho aumentam a eficiência e reduzem perdas.</li>



<li>Planeje a próxima safra<br>Julho e agosto são meses ideais para definir metas de produção, estimar investimentos e organizar o planejamento forrageiro da propriedade.</li>
</ol>
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		<title>Controle de da “Mosca do Curral” e o Tripanosoma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marceloproprietario]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 13:26:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por Daniel Sobreira Rodrigues, Pesquisador &#8211; Controle de Ecto e Endoparasitoses &#8211; Fazenda Experimental Santa Rita/Epamig, em Prudente de Morais, MG. O controle da “mosca dos estábulos” ou “mosca do curral” é uma importante medida para a prevenção e o controle da tripanossomíase, um novo problema sanitário que está preocupando o produtor de leite de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Por <strong>Daniel Sobreira Rodrigues</strong>, Pesquisador &#8211; Controle de Ecto e Endoparasitoses &#8211; Fazenda Experimental Santa Rita/Epamig, em Prudente de Morais, MG.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O controle da “mosca dos estábulos” ou “mosca do curral” é uma importante medida para a prevenção e o controle da tripanossomíase, um novo problema sanitário que está preocupando o produtor de leite de Minas Gerais. Embora nas regiões Norte e Centro Oeste do Brasil, ocorra já há algum tempo, apenas agora está atingindo de forma significativa o nosso Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A preocupação dos produtores procede, pois, com a introdução dessa enfermidade, o setor está observando o custo de produção se elevar de forma definitiva. Isso, porque além da perda de animais, dos altos gastos com tratamentos e da redução do desempenho produtivo do rebanho, a doença tem caráter endêmico. Isso quer dizer que, infelizmente, ela deve continuar por aqui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bem, mas o que as moscas tem a ver com essa história? A questão é que a transmissão da doença se dá por via sanguínea, e insetos que se alimentam de sangue e agulhas contaminadas costumam ser as principais fontes de infecção. Diferentemente do Pantanal, onde os surtos da doença estão relacionados principalmente às “mutucas”, aqui o principal inseto transmissor é a “mosca dos estábulos”, que, por causa de suas dolorosas picadas, também causa grande incômodo aos animais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa mosca tem o aspecto muito parecido com o da “mosca comum” ou “mosca doméstica” e, assim como ela, também aumenta sua população a partir de agora, com a chegada do calor e das chuvas. Em propriedades produtoras de leite da Região Central do Estado, o esterco de bovinos acumulado ao ar livre geralmente é o criatório mais significativo. Portanto, o manejo de esterco desempenha um importante papel, sendo considerada a medida mais eficiente para o controle dessas populações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isso, existem diversas alternativas, como: cobrir os montes com lona por período de 90 dias ou mais; distribuir em finas camadas o material acumulado por até sete dias, em áreas de pastagem, capineira ou cultura; utilizar os sistemas de esterqueiras cobertas, produção de húmus, compostagem, biodigestores, lagoas de estabilização, até sistemas de tratamento mais complexos, que envolvem a aeração do efluente e a recirculação do lodo. Todos, manejados corretamente, irão reduzir drasticamente a proliferação de moscas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um primeiro momento, adotar qualquer das alternativas citadas, parece significar a incorporação de mais uma tarefa a uma rotina já sobrecarregada, e mais um elemento ao custo de produção. No entanto, na verdade, a destinação dos efluentes gerados é uma etapa obrigatória do sistema. Não há como evitá-la. Além disso, se bem feita, gera uma série de benefícios diretos e indiretos que precisam ser considerados. O que ocorre é que, muitas vezes, essa questão é relegada a um segundo plano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, com o advento da tripanosomose em nosso meio, o assunto surge novamente, mas dessa vez em caráter de urgência. Juntamente com a não introdução de animais de regiões afetadas e a não reutilização de seringas, essa é uma das principais formas disponíveis para se conter a expansão e o impacto da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que o produtor tenha maiores chances de sucesso no controle da “mosca dos estábulos” e utilize as opções mais adequadas para a sua realidade, como sempre, se recomenda um acompanhamento técnico de qualidade.</p>
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		<title>Suplementação com misturas múltiplas na seca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marceloproprietario]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 12:43:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo Técnico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Karina Toledo da Silva, Pesquisadora EPAMIG; Clério Hickmann, Engenheiro Agrônomo; Israel Campos Silva, Bolsista de Iniciação Científica FAPEMIG/EPAMIG. O período da seca é caracterizado pela escassez de forragem, onde existe pouca oferta e baixa qualidade, fatores limitantes para a produção animal. O animal consome pouco, pois nessa fase a forragem apresenta baixos teores de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Por <strong>Karina Toledo da Silva</strong>, Pesquisadora EPAMIG; <strong>Clério Hickmann</strong>, Engenheiro Agrônomo; I<strong>srael Campos Silva</strong>, Bolsista de Iniciação Científica FAPEMIG/EPAMIG.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O período da seca é caracterizado pela escassez de forragem, onde existe pouca oferta e baixa qualidade, fatores limitantes para a produção animal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O animal consome pouco, pois nessa fase a forragem apresenta baixos teores de proteína e minerais e alto teor de fibra, que possui baixa digestibilidade e baixa degradação, permanecendo muito tempo no trato até ser degradada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A necessidade de atingir ou manter um determinado nível de desempenho animal (ganho de peso, produção de leite, etc.) é o fator determinante da demanda por alimento dentro de um sistema de produção. Assim, é essencial que se elimine as fases negativas de desenvolvimento, proporcionando condições adequadas para o animal se desenvolver normalmente, durante todo o ano. Para tanto, se faz necessário manter o suprimento de alimento em equilíbrio com os requerimentos dos animais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das formas de se complementar o déficit de proteína e energia que as pastagens apresentam durante esse período do ano é através da suplementação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é feita principalmente com alimentos concentrados ou com volumosos de boa qualidade. No entanto, é importante ajustar os níveis de energia e proteína do suplemento em relação à forragem. A suplementação dos animais em pastejo pode ser realizada com o objetivo de corrigir a deficiência de nutrientes da forragem e aumentar a sua capacidade de suporte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A condição básica para se promover a suplementação é que haja elevada disponibilidade de massa forrageira na pastagem, mesmo sendo de baixa qualidade. Neste caso, o consumo, a digestão, absorção ou metabolismo estão sendo adversamente influenciados por uma deficiência nutricional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A suplementação de animais com fontes proteicas com alta degradabilidade ruminal, tem sido utilizada para corrigir dietas desbalanceadas, devido ao atendimento imediato dos requerimentos de amônia para o crescimento e atividade microbiana. Assim, promoverá maior digestão da forragem, bem como uma taxa de renovação mais rápida da digesta pelo rúmen, proporcionando um maior consumo e produção animal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fonte de proteína degradável no rúmen (PDR) mais barata existente no mercado é a ureia, que quando utilizada associada às misturas minerais e grãos, possibilita redução na deficiência proteica de bovinos de corte durante o período de secas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No período da seca, para obtenção de ganhos de peso diários acima de 800 g, deve-se liberar o consumo de suplementos. Portanto, ureia e sal são usados para satisfazer às exigências nutricionais e otimizar a eficiência microbiana, consumo e utilização de forragens, sem a preocupação de controle de consumo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As misturas múltiplas, conhecidas também como sais proteinados, são suplementos obtidos pela mistura de fontes proteicas, nitrogênio não-proteico (ureia), energia, macro minerais e micro minerais. As fontes proteicas e energéticas adicionam nutrientes e também funcionam como palatabilizantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fundamento do uso das misturas múltiplas é suprir a deficiência de nutrientes para as bactérias ruminais, principalmente nitrogênio, para aumentar o consumo e a digestibilidade de forragens de baixa qualidade, alterando a situação de perda de peso para obtenção de ganho de peso moderado, em torno de 200 a 300 g por animal por dia, dependendo da disponibilidade de forragem. Um aspecto importante é que, embora seja fornecido para animais que estão em pastagens, o consumo é limitado e controlado pelo próprio animal, facilitando o manejo e racionalizando a utilização de mão-de-obra na distribuição desses produtos, a qual pode ser semanal ou quinzenal. Para que o consumo seja limitado a valores previamente estabelecidos, recorre-se ao uso de controladores de consumo, tal como o sal comum.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fornecimento da ureia com o sal mineral ou a utilização de mistura múltipla, com um consumo variando de 0,2 a 0,6 kg/animal/dia, para bovinos mantidos em pastagens e/ou alimentados com volumosos tropicais, contribui para diminuir a perda de peso, satisfazendo as exigências de mantença ou possibilitando pequenos acréscimos no peso vivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A suplementação no período seco, visa otimizar o uso da forragem disponibilizando nesse período crítico um aporte de nitrogênio ao sistema que servirá para estimular o consumo minimizando as perdas e, podendo até resultar em pequenos aumentos de produção. Possivelmente os resultados virão como ganho satisfatório no período das águas, onde se obterão maior ganho de peso e/ou maiores produções de leite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas alternativas devem ser ponderadas, para que se tenha uma relação entre custo e benefício que otimize o sistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Matéria publicada na edição 451 da Revista COOPERANDO – maio de 2013</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>SILAGEM: Tecnologia de custo zero que impacta diretamente no bolso do produtor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marceloproprietario]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 18:05:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Fernanda de Kássia Gomes, Pesquisadora/EPAMIG Centro-Oeste; Raissa da Silva Rodrigues, bolsista PIBIC/CNPq; e Karina Toledo da Silva, Pesquisadora/EPAMIG Centro-Oeste Para o produtor, a silagem representa meses de planejamento, investimento e trabalho na lavoura, além de ser a principal fonte de volumoso do rebanho durante a seca.É natural que grande parte da atenção no processo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Por: <strong>Fernanda de Kássia Gomes</strong>, Pesquisadora/EPAMIG Centro-Oeste; <strong>Raissa da Silva Rodrigues</strong>, bolsista PIBIC/CNPq; e <strong>Karina Toledo da Silva</strong>, Pesquisadora/EPAMIG Centro-Oeste</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o produtor, a silagem representa meses de planejamento, investimento e trabalho na lavoura, além de ser a principal fonte de volumoso do rebanho durante a seca.<br>É natural que grande parte da atenção no processo de produção de silagem esteja voltada às etapas de colheita, picagem, enchimento e compactação, determinantes para a qualidade do material. No entanto, após a abertura do silo, inicia-se uma nova fase igualmente importante e, muitas vezes, negligenciada: o desabastecimento.<br>A fermentação anaeróbica se completa em aproximadamente três semanas e o material se preserva por longo período em silagem compactada adequadamente.<br>No entanto, esse estado de preservação pode ser alterado assim que inicia a retirar o material. Durante este processo, a silagem entra em contato com o ar, iniciando a fermentação aeróbica. Fungos e leveduras começam a crescer, fazendo a silagem perder valor nutritivo e gerar prejuízo. Por isso, minimizar a exposição da face do silo ao ar é fundamental.<br>O segredo para evitar a deterioração está na velocidade de avanço na retirada da silagem do painel. A remoção diária da fatia deve ser rápida o suficiente para superar a velocidade de deterioração pela entrada do ar.<br>Em regiões de clima tropical, como o Brasil, recomenda-se retirar uma fatia entre 20 e 30 cm por dia em toda a extensão do painel. Essa recomendação é importante porque o oxigênio pode penetrar de 1 a 2 metros horizontalmente na massa ensilada. Com um avanço de 30 cm, por exemplo, a silagem exposta permanece na face do silo por cerca de três dias antes de ser fornecida aos animais, reduzindo as perdas.<br>Portanto, o tamanho e as dimensões do silo tipo trincheira deverão ser planejados de acordo com a necessidade diária do rebanho.<br>Um erro frequente é utilizar silos já existentes ou construir novos sem considerar a previsão da camada diária a ser removida do silo, em função do número de animais. Isto representa elevada fonte de perdas de silagem por ocasião do fornecimento. Desse modo, o dimensionamento do silo deve começar pelo manejo de desabastecimento.<br>O primeiro passo é calcular o consumo diário do rebanho. Em seguida, definem-se as dimensões do silo com base no volume necessário e na densidade esperada da massa ensilada, utilizando como referência dados históricos da fazenda ou de sistemas semelhantes.<br>Outro ponto importante é a orientação do corte do painel, que deve ser feito sempre de cima para baixo, usando a fresa do vagão ou o garfo hidráulico, deixando a parede reta e compacta.<br>O erro mais comum é entrar com a concha do trator por baixo e forçar para cima; isso racha o silo por dentro, criando caminhos de entrada de oxigênio. Essas práticas são tecnologias que sem custo, que garantem que a silagem de qualidade da silagem produzida continue no cocho, protege a saúde do rebanho e valorizando cada centavo investido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais informações entrar em contato por e-mail: <a href="mailto:fernanda.gomes@epamig.br">fernanda.gomes@epamig.br</a></p>



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		<title>Cuidados para Garantir produção e rentabilidade na produção do leite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marceloproprietario]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 13:27:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo Técnico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Junho marca o início do período mais seco em grande parte das regiões produtoras de leite. Com a redução das chuvas, diminui o crescimento das pastagens, exigindo do produtor maior atenção ao planejamento alimentar, ao manejo sanitário e ao conforto dos animais.As decisões tomadas nesta época influenciam diretamente a produção de leite dos próximos meses [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Junho marca o início do período mais seco em grande parte das regiões produtoras de leite. Com a redução das chuvas, diminui o crescimento das pastagens, exigindo do produtor maior atenção ao planejamento alimentar, ao manejo sanitário e ao conforto dos animais.<br>As decisões tomadas nesta época influenciam diretamente a produção de leite dos próximos meses e podem determinar o sucesso ou o prejuízo da atividade.<br>Mais do que reagir às dificuldades da seca, o produtor moderno deve se antecipar a elas, garantindo segurança alimentar ao rebanho e sustentabilidade ao negócio.<br>A seca não precisa significar queda de produtividade. Propriedades que trabalham com planejamento alimentar, manejo adequado, controle sanitário eficiente e gestão dos indicadores conseguem atravessar o período de inverno mantendo bons níveis de produção e rentabilidade.<br>A queda na qualidade e na quantidade das pastagens é uma das preocupações durante o inverno. O capim perde valor nutritivo, apresenta menor teor de proteína e reduz sua capacidade de sustentar altas produções.<br>Por isso, junho é o momento de intensificar o fornecimento de alimentos conservados, como silagem de milho, silagem de sorgo, cana-de-açúcar corrigida com ureia, pré-secado ou feno. O ideal é que o produtor já tenha planejado e armazenado esses alimentos durante o período chuvoso.<br>É importante avaliar diariamente os estoques disponíveis. Muitos produtores enfrentam dificuldades justamente por subestimarem o consumo do rebanho durante a seca. Um cálculo inadequado pode resultar na falta de alimento nos meses mais críticos, elevando custos e reduzindo a produção.<br>Outro ponto fundamental é a suplementação mineral. Mesmo em sistemas mais simples, o fornecimento contínuo de minerais específicos para bovinos leiteiros contribui para a manutenção da saúde, da fertilidade e da produção.<br>Água de qualidade &#8211; Mesmo durante o inverno, a vaca leiteira mantém elevada necessidade de água. Um animal em lactação pode consumir entre 60 e 120 litros por dia, dependendo da produção de leite, da alimentação e das condições climáticas. Bebedouros devem ser limpos regularmente para evitar contaminações e estimular o consumo. Água limpa e fresca influencia diretamente o desempenho produtivo do rebanho.<br>Vacas em lactação &#8211; Junho também é um bom período para revisar os lotes de produção. Separar vacas de alta, média e baixa produção permite um melhor aproveitamento da alimentação disponível e evita desperdícios.<br>A condição corporal dos animais deve ser monitorada constantemente. Vacas que perdem muito peso nesta época podem apresentar dificuldades reprodutivas, redução da imunidade e queda na produção de leite.<br>A observação diária dos animais continua sendo uma das ferramentas mais eficientes de manejo. Alterações no consumo de alimento, apatia ou redução na produção podem indicar problemas que precisam ser identificados rapidamente.<br>Reprodução &#8211; O clima mais ameno costuma favorecer os índices reprodutivos dos bovinos leiteiros. A menor ocorrência de estresse térmico contribui para melhores taxas de cio e concepção. Junho é momento para revisar protocolos reprodutivos, realizar diagnósticos de gestação e identificar vacas vazias que precisam retornar ao programa de reprodução. Produtores que utilizam inseminação devem aproveitar para intensificar os trabalhos, visando concentrações de parto em épocas mais favoráveis do ano seguinte.<br>Controle sanitário &#8211; Embora o período seco apresente menor incidência de algumas doenças parasitárias, o manejo sanitário deve permanecer rigoroso. É importante manter atualizado o calendário de vacinação da propriedade e realizar o monitoramento de verminoses, carrapatos e moscas. A infestação por ectoparasitas reduz o desempenho produtivo e aumenta os custos da atividade.<br>Também é recomendável revisar as instalações, especialmente salas de ordenha, currais e áreas de manejo.<br>Planejamento &#8211; Junho Deve ser encarado como um mês de planejamento. O produtor precisa começar a organizar o plantio das futuras lavouras destinadas à produção de silagem e avaliar os resultados obtidos na última safra. Anotar dados de produção, consumo de alimentos, índices reprodutivos e ocorrências sanitárias permite uma gestão mais eficiente da propriedade. Hoje, cada vez mais, o lucro na pecuária leiteira depende da capacidade de transformar informações em decisões corretas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Atenção com bezerras e novilhas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As futuras produtoras de leite merecem atenção especial durante o inverno. As temperaturas mais baixas podem comprometer o desenvolvimento dos animais mais jovens, principalmente quando não há proteção adequada contra vento e umidade. Abrigos bem manejados, camas secas e alimentação balanceada garantem crescimento adequado e melhor desempenho futuro. Investir no desenvolvimento das bezerras é garantir vacas mais produtivas e longevas nos próximos anos.</p>
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		<title>Mastite: o problema silencioso que afeta a qualidade do leite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marceloproprietario]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 00:56:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo Técnico]]></category>
		<category><![CDATA[NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Coopersete]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A mastite é uma das principais enfermidades que impactam a pecuária leiteira, sendo responsável por prejuízos significativos tanto na produção quanto na qualidade do leite. Muitas vezes silenciosa, especialmente em sua forma subclínica, a doença pode evoluir sem sinais visíveis, comprometendo a saúde do rebanho e reduzindo a rentabilidade da atividade.Caracterizada pela inflamação da glândula [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A mastite é uma das principais enfermidades que impactam a pecuária leiteira, sendo responsável por prejuízos significativos tanto na produção quanto na qualidade do leite. Muitas vezes silenciosa, especialmente em sua forma subclínica, a doença pode evoluir sem sinais visíveis, comprometendo a saúde do rebanho e reduzindo a rentabilidade da atividade.<br>Caracterizada pela inflamação da glândula mamária, a mastite pode ser causada por diferentes tipos de microrganismos, sendo classificada, de forma geral, em mastite clínica e subclínica. A forma clínica é mais fácil de identificar, pois apresenta alterações visíveis no leite, como grumos, pus ou aspecto aquoso, além de inchaço e sensibilidade no úbere. Já a mastite subclínica não apresenta sinais aparentes, sendo detectada principalmente por meio de exames como a Contagem de Células Somáticas (CCS).<br>Mesmo sem sintomas visíveis, a mastite subclínica é responsável por grandes perdas. Ela reduz a produção de leite, altera sua composição — afetando teores de gordura, proteína e lactose — e compromete a qualidade da matéria-prima. Além disso, índices elevados de CCS podem resultar em penalizações ao produtor.<br>O controle da mastite começa com boas práticas de manejo, especialmente durante a ordenha. A higiene dos tetos é fundamental para evitar a entrada de microrganismos. A realização correta do pré-dipping, com tempo adequado de ação do produto, seguida da secagem com papel descartável, contribui significativamente para a redução da contaminação. O pós-dipping, por sua vez, é essencial para proteger o canal do teto após a ordenha, quando ele permanece mais vulnerável.<br>Locais úmidos, com presença de lama e acúmulo de matéria orgânica, favorecem a proliferação de bactérias causadoras de mastite ambiental. Manter camas, piquetes e áreas de descanso limpos e secos é uma medida simples, mas altamente eficaz na prevenção da doença.<br>A manutenção adequada dos equipamentos de ordenha também merece atenção. Teteiras desgastadas, falhas no vácuo ou pulsação irregular podem causar lesões nos tetos, facilitando a entrada de agentes infecciosos. Revisões periódicas garantem o bom funcionamento do sistema e contribuem para a saúde do úbere.<br>O monitoramento do rebanho é uma ferramenta indispensável. A realização de testes como o CMT permite identificar precocemente vacas com mastite subclínica, possibilitando intervenções rápidas. O acompanhamento dos resultados de CCS deve ser constante, auxiliando na tomada de decisões e no controle da doença dentro da propriedade.<br>È fundamental adotar medidas de manejo adequadas para vacas no período seco. A secagem bem conduzida reduz o risco de novas infecções e prepara o animal para a próxima lactação com melhores condições sanitárias.<br>Com disciplina na rotina, cuidados com o ambiente e acompanhamento técnico, é possível reduzir significativamente sua incidência, melhorar a qualidade do leite e aumentar a rentabilidade da atividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dicas práticas para o controle da mastite</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">. Realize corretamente o pré-dipping e o pós-dipping em todas as ordenhas<br>. Seque bem os tetos com papel descartável<br>. Mantenha camas e áreas de descanso sempre limpas e secas<br>. Faça manutenção periódica da ordenhadeira<br>. Utilize o CMT para identificar mastite subclínica<br>. Separe e trate rapidamente vacas com mastite clínica<br>. Acompanhe os índices de CCS do rebanho.<br>. Planeje corretamente a secagem das vacas.<br>.</p>
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		<title>Verão: época crítica para verminoses e ectoparasitas em equinos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marceloproprietario]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 00:14:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo Técnico]]></category>
		<category><![CDATA[NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Marca Sete]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O verão é, tradicionalmente, o período de maior desafio sanitário na criação de cavalos. As altas temperaturas associadas à maior umidade criam condições ideais para a multiplicação de parasitas internos (verminoses) e externos (ectoparasitas), impactando diretamente a saúde, o desempenho e o bem-estar dos equinos. O controle eficiente nessa época exige conhecimento dos ciclos dos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O verão é, tradicionalmente, o período de maior desafio sanitário na criação de cavalos. As altas temperaturas associadas à maior umidade criam condições ideais para a multiplicação de parasitas internos (verminoses) e externos (ectoparasitas), impactando diretamente a saúde, o desempenho e o bem-estar dos equinos. O controle eficiente nessa época exige conhecimento dos ciclos dos parasitas, estratégias corretas de verificação e um manejo rotacional bem planejado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que o verão favorece os parasitas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O calor acelera o desenvolvimento das formas infectantes dos parasitas no ambiente. Ovos e larvas presentes nas fezes evoluem mais rapidamente nas pastagens, enquanto moscas, carrapatos e outros ectoparasitas encontram condições ideais para reprodução. Com isso, a pressão parasitária aumenta significativamente, elevando o risco de infecções maciças, especialmente em potros, animais idosos ou submetidos a estresse nutricional e de manejo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Principais parasitas internos e seus ciclos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As verminoses mais comuns em equinos são causadas por pequenos estrôngilos (ciatostomíneos), grandes estrôngilos, ascarídeos (principalmente em animais jovens) e cestódeos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma simplificada, o ciclo ocorre assim:</p>



<p class="wp-block-paragraph">O animal elimina ovos nas fezes;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses ovos evoluem para larvas infectantes no ambiente, principalmente na pastagem;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cavalo se infecta ao ingerir essas larvas durante o pastejo;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As larvas se desenvolvem no trato digestivo, podendo causar lesões, inflamações e perda de eficiência digestiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No verão, esse ciclo se completa mais rapidamente, aumentando a carga parasitária em curto espaço de tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ectoparasitas: mais que incômodo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Moscas, mutucas, carrapatos e piolhos (estes últimos mais comuns no inverno, mas ainda possíveis) não causam apenas desconforto. Eles provocam estresse, perda de condição corporal, feridas, reações alérgicas e podem atuar como vetores de doenças. A infestação intensa leva o animal a gastar energia excessiva se defendendo, prejudicando ganho de peso, desempenho esportivo e até a reprodução.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estratégias de verificação: tratar com critério</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O controle moderno de parasitas não se baseia mais em vermifugações indiscriminadas. A estratégia mais eficiente é o monitoramento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exame de fezes (OPG – ovos por grama): permite identificar quais animais realmente necessitam de tratamento e em que intensidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Avaliação clínica: perda de peso, pelagem opaca, cólicas recorrentes, diarreia ou queda de desempenho são sinais de alerta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Observação do ambiente: presença excessiva de moscas, áreas de fezes acumuladas e pastagens superpastejadas indicam maior risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa abordagem reduz custos, evita resistência aos vermífugos e mantém a eficácia dos princípios ativos disponíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Manejo rotacional: peça-chave do controle</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O manejo das pastagens é tão importante quanto o uso de medicamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Boas práticas incluem:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rotação de pastagens, permitindo períodos de descanso suficientes para reduzir a sobrevivência das larvas;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Evitar superlotação, pois aumenta drasticamente a contaminação do solo;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recolhimento periódico das fezes, principalmente em piquetes menores;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alternância de espécies (como bovinos após equinos), quando possível, ajudando a quebrar o ciclo dos parasitas específicos dos cavalos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso dos ectoparasitas, o manejo ambiental deve incluir limpeza de cochos, controle de matéria orgânica úmida e, quando indicado, uso criterioso de armadilhas, repelentes e inseticidas registrados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Integração é a palavra chave</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No verão, o controle de parasitas em equinos deve ser integrado: conhecimento do ciclo biológico, monitoramento constante e manejo correto do ambiente. O uso racional de vermífugos e produtos contra ectoparasitas, aliado a boas práticas de manejo, resulta em animais mais saudáveis, produtivos e longevos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Investir em prevenção e estratégia é sempre mais eficiente — e mais barato — do que tratar as consequências de infestações severas em plena estação mais crítica do ano.</p>
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		<title>Fevereiro no campo: cuidados essenciais para manter a qualidade do leite no verão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marceloproprietario]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Feb 2026 17:26:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo Técnico]]></category>
		<category><![CDATA[NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Coopersete]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mês de fevereiro impõe desafios importantes à produção leiteira. Calor intenso, alta umidade e chuvas frequentes criam um ambiente favorável à queda da qualidade do leite, exigindo atenção redobrada do produtor em todas as etapas do processo produtivo. Nesse período, manter bons índices de qualidade não depende apenas de genética ou alimentação, mas, principalmente, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O mês de fevereiro impõe desafios importantes à produção leiteira. Calor intenso, alta umidade e chuvas frequentes criam um ambiente favorável à queda da qualidade do leite, exigindo atenção redobrada do produtor em todas as etapas do processo produtivo. Nesse período, manter bons índices de qualidade não depende apenas de genética ou alimentação, mas, principalmente, de manejo, higiene e rapidez no resfriamento do leite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estresse térmico é um dos principais fatores que afetam a qualidade da matéria-prima durante o verão. Vacas submetidas a temperaturas elevadas reduzem o consumo de matéria seca, o que impacta diretamente a produção e a composição do leite, com queda nos teores de gordura e proteína. Além disso, o estresse térmico compromete o sistema imunológico dos animais, aumentando a susceptibilidade a mastites, especialmente as de origem ambiental, comuns nessa época do ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conforto animal deve ser encarado como uma ferramenta direta de melhoria da qualidade do leite. Sombras naturais ou artificiais, ventilação adequada, acesso irrestrito à água limpa e fresca e manejo que evite longos períodos de espera antes da ordenha ajudam a minimizar os efeitos do calor. Pequenas melhorias no ambiente refletem em maior bem-estar, menor incidência de doenças e leite de melhor qualidade no tanque.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto crítico em fevereiro é a higiene na ordenha. O excesso de lama nos piquetes, corredores e áreas de espera favorece a contaminação dos tetos, elevando os riscos de aumento da Contagem Bacteriana Total. A rotina de ordenha precisa ser rigorosamente seguida, com atenção especial ao pré-dipping, tempo de ação do produto, secagem correta dos tetos com papel descartável e descarte dos primeiros jatos. O pós-dipping continua sendo indispensável para a proteção do teto após a ordenha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resfriamento rápido do leite é um dos fatores mais determinantes para a preservação da qualidade no verão. O leite deve atingir a temperatura de quatro graus no menor tempo possível após a ordenha. Em fevereiro, problemas como quedas de energia, sobrecarga dos tanques e falhas de manutenção tornam-se mais frequentes. Por isso, é fundamental realizar revisões periódicas nos equipamentos e garantir a correta limpeza do tanque.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mastite merece atenção especial nessa época do ano. As mastites ambientais tendem a aumentar devido à umidade e à maior presença de microrganismos no ambiente. Manter camas secas, melhorar a drenagem das áreas de descanso e monitorar regularmente a Contagem de Células Somáticas são práticas essenciais. O acompanhamento da CCS deve ser visto como ferramenta de gestão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dicas simples de manejo para o produtor no mês de fevereiro</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Evite deixar as vacas esperando na sala de ordenha por longos períodos, especialmente sob sol ou calor excessivo.</li>



<li>Garanta água limpa, fresca e em quantidade suficiente nos piquetes e próximo à ordenha.</li>



<li>Mantenha corredores, áreas de espera e entradas da ordenha livres de lama sempre que possível.</li>



<li>Revise o funcionamento do tanque de resfriamento e do termostato ao menos uma vez por semana.</li>



<li>Nunca misture leite quente com leite já resfriado por longos períodos.</li>



<li>Troque regularmente as soluções de pré-dipping e pós-dipping.</li>



<li>Observe diariamente os tetos e descarte imediatamente vacas com sinais de mastite clínica.</li>



<li>Limpe bem o tanque e os equipamentos após cada coleta.</li>



<li>Utilize os resultados de CCS e CBT como ferramenta de correção, não apenas de controle.</li>
</ul>
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		<title>Tilápia: problema ou parte da solução ambiental</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jan 2026 23:42:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A recente inclusão da tilápia em uma lista preliminar de espécies exóticas com potencial invasor reacendeu um debate antigo na piscicultura brasileira. A suspensão temporária dessa lista, anunciada para permitir novas consultas aos setores produtivos, evidencia a necessidade de cautela, diálogo e análise técnica em um tema que envolve produção de alimentos e conservação ambiental. [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A recente inclusão da tilápia em uma lista preliminar de espécies exóticas com potencial invasor reacendeu um debate antigo na piscicultura brasileira. A suspensão temporária dessa lista, anunciada para permitir novas consultas aos setores produtivos, evidencia a necessidade de cautela, diálogo e análise técnica em um tema que envolve produção de alimentos e conservação ambiental.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/01/260126-Tilapia-02-768x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-2830" srcset="https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/01/260126-Tilapia-02-768x1024.jpeg 768w, https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/01/260126-Tilapia-02-225x300.jpeg 225w, https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/01/260126-Tilapia-02-1152x1536.jpeg 1152w, https://tempoverde.agr.br/wp-content/uploads/2026/01/260126-Tilapia-02.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>A produção responsável de peixe cultivado pode contribuir para reduzir a pressão da pesca sobre os estoques naturais</em></strong></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Conceitualmente, a tilápia é classificada como exótica por não ser nativa do Brasil, tendo origem no continente africano, na bacia do rio Nilo. Essa condição, entretanto, não significa, por si só, que a espécie provoque desequilíbrios ambientais, o que justifica avaliações técnicas caso a caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo federal tem destacado que a iniciativa busca aprimorar medidas de controle e boas práticas produtivas, e não impor proibições ou inviabilizar cadeias consolidadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tilapicultura brasileira opera sob mecanismos formais de licenciamento, monitoramento e controle ambiental e apresenta avanços tecnológicos. Investimentos em melhoramento genético ampliaram a eficiência produtiva, enquanto o controle reprodutivo e as práticas de manejo fazem com que a maior parte dos cultivos utilize peixes masculinizados, reduzindo os riscos de reprodução no ambiente natural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, a preocupação com eventuais escapes deve ser compreendida como estímulo ao aprimoramento das técnicas de produção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a pressão exercida pela pesca extrativa sobre a biodiversidade aquática seja amplamente reconhecida, o papel do cultivo de peixes como alternativa organizada à captura recebe menos atenção. Em bacias como a do rio São Francisco, estoques de espécies nativas vêm sendo reduzidos ao longo das últimas décadas em razão da sobrepesca associada a alterações ambientais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, o aumento do consumo de peixe cultivado, como a tilápia, contribui para reduzir a demanda por pescado oriundo da pesca extrativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Experiências internacionais reforçam essa lógica. Em escala global, a produção de salmão é hoje majoritariamente sustentada pela aquicultura, responsável por grande parte do abastecimento mundial, enquanto a captura de estoques selvagens permanece estável ou em declínio. Esse modelo demonstra que a produção organizada pode atender à demanda por pescado sem ampliar a pressão sobre populações naturais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As características produtivas da tilápia — qualidade nutricional, oferta regular, facilidade de acesso e preço competitivo — explicam sua ampla aceitação no mercado brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao oferecer uma alternativa contínua à pesca, o cultivo responsável de tilápias contribui para aliviar a pressão sobre espécies nativas e ambientes aquáticos sensíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Proteger a biodiversidade brasileira é fundamental, mas esse objetivo precisa caminhar de forma integrada à produção sustentável de alimentos. Nesse sentido, a tilapicultura, quando bem regulada e tecnicamente conduzida, pode atuar como aliada na conciliação entre segurança alimentar, desenvolvimento regional e preservação dos recursos naturais.</p>



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